Novembro Negro da Bahia
- posppdru
- 1 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
#depoimentos - por @liliamvasconcelos_ " No Novembro Negro da Bahia, tive a alegria de participar do MOVAÊ, palestrando sobre o tema “ Empreendedorismo Negro acessando mercados Internacionais“.
Um grande evento realizado pelo Governo do Estado da Bahia. Mais especificamente, o festival é promovido pelas secretarias estaduais de:
• Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi)
• Secretaria de Turismo (Setur)
• Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti)
Esse grande evento que ocupou o Pelourinho com debates, arte e protagonismo preto. Eu levei para o palco uma conversa sobre empreendedorismo negro e internacionalização: como abrir caminhos para que pequenas e médias empresas negras também alcancem o mercado internacional.
Falamos sobre a importância das redes e inteligência comercial para que empreendedores e empreendedoras negras consigam exportar seus produtos, superar barreiras burocráticas e técnicas e transformar o que hoje é um sonho distante em oportunidade real. Exportar não é só uma questão de ter um bom produto, envolve acesso a conhecimento, estratégias, acordos de cooperação e de livre-comércio, como os firmados no âmbito do Mercosul.
Apresentei o exemplo do Consórcio Cabruca, uma articulação que reúne marcas de cacau e chocolates finos do sul da Bahia e mostra como a ação coletiva pode viabilizar a internacionalização de pequenos produtores artesanais, valorizando a floresta em pé, a sociobiodiversidade, a agregação de valor ao cacau e o trabalho de famílias que vivem desse saber ancestral. Compartilhei também a experiência da AIEX (PPDRU - UNIFACS), projeto de inserção social que aproxima universidade e sociedade, formando estudantes para atuarem com inteligência comercial e abrirem portas no comércio exterior para negócios negros e periféricos. Não falamos apenas de exportação de produtos; falamos de exportar histórias, ancestralidade, cultura, sabores e a essência da Bahia.
Seguimos trabalhando para que cada vez mais empreendedores negros tenham condições concretas de ocupar o mundo com o que produzem."






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